Espaço para diálogo sobre assuntos referentes à educação e sociologia...
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Por Direitos Humanos Já!
No início de janeiro recebi um e-mail informando a morte de mais um jovem da periferia de Vitória/ES. Lendo a reportagem (http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=33672) fiquei com o coração pesado, mas consciente de que este tipo de situação deve ser sim denunciada. A internet permite que tenhamos VOZ (vamos ver até quando, né??). Não podemos nos calar diante das injustiças a que estamos submetidos diariamente.
DIREITOS HUMANOS PARA HUMANOS! Essa é a frase que preciso gritar neste momento.
Até quando veremos nossos jovens morrer?
CADÊ AS POLÍTICAS PÚBLICAS QUE A MÍDIA DIZ QUE EXISTEM PARA A NOSSA JUVENTUDE?
Até quando veremos nossos jovens morrer?
CADÊ AS POLÍTICAS PÚBLICAS QUE A MÍDIA DIZ QUE EXISTEM PARA A NOSSA JUVENTUDE?
Pessoal, vamos nos unir, participar dos conselhos, dos movimentos sociais em prol de uma sociedade mais justa e mais humana. Vamos lutar por DIREITOS HUMANOS PARA TODOS OS HUMANOS!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Ah, cambaxirra, se eu pudesse!
Neste início de ano tivemos várias manifestações de estudantes na cidade de Vitória contra o aumento abusivo da tarifa do transporte coletivo (que mais parcece o "navio negreiro da modernidade", tendo em vista as condições de circulação dos passageiros, os quais são submetidos a longas esperas, a superlotação e a total falta de conforto).

Numa delas os ânimos se exaltaram e tivemos um ônibus incendiado. Não sou a favor da violência e me assusta que um grupo de estudantes justifique a ação criminosa de incendiar um ônibus com pessoas dentro dizendo que a violência foi iniciada pela polícia. Uma ação abusiva não pode justificar outra. Mas esta é a face feia da história. A que dá ibope para a mídia sensacionalista. É a que quer descaracterizar a beleza do movimento estudantil. E não é sobre ela que quero me deter.
Quero me remeter neste momento a linda história de Ana Maria Machado, "Ah, cambaxirra, se eu pudesse!", para que possamos refletir sobre a participação popular na luta por seus direitos. Na referida história, uma humilde cambaxirra (um pássaro) percorre uma cadeia hierarquica até chegar ao imperador na tentativa de salvar a árvore em que construirá seu ninho. O imperador inicialmente irredutível só cede à reivindicação da cambaxirra quando ela ameaça chamar TODO MUNDO. E de TODO MUNDO JUNTO o imperador tem medo.
Acredito que um mundo mais justo será construído na medida em que tomarmos consciência da força que juntos podemos exercer contra os que nos oprimem. E é esse movimento que os estudantes tentam fazer. Querem mostrar à população a importância da união de forças. Querem mostrar que a questão do transporte coletivo é muito mais complexa do que se apresenta e que não atinge apenas aos estudantes, mas a todos os trabalhadores que utilizam o transporte coletivo. É preciso (re)discutir a mobilidade urbana, a falta de ônibus, a superlotação, enfim, toda a precariedade do sistema de transporte público que nos impede de circular ou nos faz circular em condições precárias.
Penso que precisamos apoiar este movimento e abrir os olhos para não "cairmos na conversa" do opressor e passar a criminalizar o movimento estudantil. Afinal, de que lado você está?
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de
como amar alguém além de nós mesmos;
de como mudar nossos piores defeitos
para darmos os melhores exemplos e,
de aprendermos a ter coragem.
Isto mesmo!
Ser pai ou mãe é
o maior ato de coragem que alguém pode ter,
porque é se expor a todo tipo de dor,
principalmente da incerteza de estar agindo corretamente,
e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como? Não é nosso, recordam-se?
Foi apenas um empréstimo".
por José Saramago
domingo, 9 de outubro de 2011
SOCIEDADE BRASILEIRA DE SOCIOLOGIA
Foi com muito entusiasmo que tivemos acesso à última proposta de alteração da Matriz Curricular para o Ensino Médio divulgada pelo Governo do Estado de São Paulo em setembro do presente ano. O documento, de autoria da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP), foi construído com base no princípio da isonomia entre as três grandes áreas do conhecimento, o que atende a uma das reivindicações históricas da Comissão de Ensino da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS). A proposta ainda permite que, no terceiro ano, o estudante possa dedicar maior quantidade de horas a sua área de interesse (Linguagens e Códigos; Ciências da Natureza e Matemática; ou Ciências Humanas). Entendemos que não se trata de defender especificamente disciplinas que compõem essas áreas, considerando que algumas têm maior importância que outras, mas sim de reconhecer a importância que elas podem ter na formação dos alunos do Ensino Médio. A Sociologia não veio para dividir o espaço no currículo com as outras disciplinas; ela retoma o seu lugar para afirmar que sua presença fez e fará diferença no currículo do Ensino Médio.
A luta da SBS, coordenada pela sua Comissão de Ensino, e de diversas entidades representativas dos sociólogos para a volta da Sociologia no currículo do Ensino Médio foi motivada pelo reconhecimento da importância que essa disciplina pode ter – e está tendo nos últimos dois anos – na formação dos jovens alunos desse nível de ensino. A Comissão de Ensino da SBS tem ajudado a multiplicar esforços em vários estados do país para resolver os problemas relacionados com o ensino da Sociologia, com a realização de encontros e seminários e promovendo o debate sobre proposta curricular, materiais e métodos de ensino e inúmeras outras questões que marcam o cotidiano na escola Além disso, nas diferentes instituições de ensino superior tem crescido o número de laboratórios de ensino dedicados a estabelecer o vínculo entre a licenciatura no ambiente universitário e o que ocorre na sala de aula, especialmente nas escolas públicas. Assim, o trabalho com os professores de sociologia no ensino médio procura resgatar a experiências desses professores e contribuir para a ampliação de seus conhecimentos. Verificamos, ainda, o aumento do número de pesquisas sobre o ensino de sociologia nos programas de pós-graduação, adensando, assim, o conhecimento a respeito das questões levantadas em nossos debates. Como se pode notar, o ensino de Sociologia extrapola hoje o espaço escolar, com implicações na reorganização dos cursos de ciências sociais - especialmente das Licenciaturas - e até nos cursos de pós-graduação. Tudo isso revela, a nosso ver, a preocupação e o compromisso dos sociólogos no sentido de garantir um ensino de qualidade dessa disciplina.
Diversas pesquisas têm mostrado que o principal problema verificado na implantação da Sociologia no Ensino Médio tem sido a carga horária reduzida que inviabiliza a construção de um projeto pedagógico e de uma proposta curricular de acordo com as necessidades dos estudantes. Esta visão foi compartilhada pelos cerca de 250 professores que participaram do II Encontro de Ensino de Sociologia, realizado no último dia 26 de setembro, em São Paulo.
Pelo exposto, a SBS vem por meio de esta Carta Aberta manifestar seu apoio à proposta de alteração da matriz curricular apresentada pelo Governo de São Paulo, afirmando sua importância para que possamos, juntos, melhorar o Ensino Público no país.
São Paulo, de outubro de 2011
COMISSÃO DE ENSINO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE SOCIOLOGIA
domingo, 18 de setembro de 2011
Utopia
"A utopia está lá no horizonte.
Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei.
Para que serve a utopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".
Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei.
Para que serve a utopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".
Eduardo Galeano
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